Experiências formativas

Por Ribombo em 28 de dezembro de 2018

Nas últimas semanas o grupo de pesquisa passou por uma série de experiências formativas ligadas aos trabalhos que desenvolve. Primeiro foi a defesa de mestrado de Ana Lúcia Ruiz Goulart; a qualificação de doutorado do integrante Felipe Nóbrega; em seguida a defesa do Trabalho de Conclusão de Curso em História do graduando Douglas Silva; e, por fim, a banca de defesa do memorial para o grau de titularidade junto ao Instituto de Ciências Humanas e da Informação (ICHI) da FURG do coordenador do Ribombo, José Vicente de Freitas.
 
Cada uma delas representa um momento importante dentro dos diferentes processos formativos por que cada um atravessa. Seja na forma de avaliar o andamento de uma pesquisa, como é o caso da qualificação, ou na primeira vez que precisamos defender um texto acadêmico próprio, inédito frente ao público, momento de um TCC, de um mestrado, até um dos pontos mais importantes dentro da docência universitária com a defesa de um memorial, o que está no centro é a experiência formativa.

A qualificação sobre o fenômeno lamítico apresentada pelo integrante Felipe contou com a presença do professor Roberto Grecco (UNICAMP), João Guerra (Universidade de Lisboa), o oceanógrafo da FURG Lauro Calliari, e a professora Claudia Cousin (FURG). O tema foi trazido à tona pela perspectiva investigativa das epistemologias ecológicas, e propõe um novo arranjo interpretativo, dentro do campo da EA, para as incidências de lama na praia do Cassino – com isso debatendo aspectos naturais e culturais que permeiam esse fenômeno que ocorre desde o início do século XX.

O mestrado intitulado “Cada pessoa é uma história em construção” tem como cerne de sua discussão a participação social. Assim, o objetivo é compreender como a Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), uma estratégia de política pública de educação ambiental, consegue concretizar e materializar a participação, com vistas à autonomia e ao empoderamento, contribuindo para a transformação significativa dos sujeitos envolvidos. A banca contou com a dr.ª profª. Dione Iara Silveira Kitzmann (PPGEA/FURG) e dr.ª profª. Rita Silvana Santana dos Santos (UNB).  
 
Já o TCC intitulado “O poder das palavras no processo civilizatório na cidade de Rio Grande/RS (1850/1900)” fez com que o agora bacharel em História Douglas defendesse sua primeira pesquisa de investigação histórica, a qual lança conceitos de autores como Norbert Elias e Pierre Bourdieu às interpretações do universo urbano na segunda metade dos oitocentos nessa cidade costeira localizada no Brasil Meridional. E faz isso a partir de fontes primárias como os manuais civilizatórios que circulavam pela cidade, bem como pelo conjunto de relatórios da intendência e códigos de posturas de Rio Grande nesse período.
 
Por fim, o líder do Ribombo José Vicente de Freitas, depois de mais de trinta anos como professor da Universidade Federal do Rio Grande, trabalhando na área de Teoria e Metodologia no curso de História, mas também lecionando em cursos como Economia, Biblioteconomia, Geografia e Pedagogia, defendeu a sua titularidade, nível mais alto dentro do plano de carreira público dentro das universidades federais. Apresentando um texto no formato de memorial, o professor mostrou desde sua vinda de Presidente Bernardes, no interior de São Paulo, passando pela entrada na FURG, coordenação do PPGEA e atuação no Ministério do Meio Ambiente e Educação, até os dias de hoje com o trabalho que desenvolve na gestão ambiental portuária, e também como coordenador do grupo de pesquisa. Fizeram parte da banca avaliadora a professora da USP Silvia Zanirato, Vitor Hugo Manzke (UFPel) e o professor Francisco das Neves Alves (FURG).
 
É assim que o Ribombo encerra suas atividades no ano de 2018, com quatro experiências como essas, que colaboram para a formação continuada, além de marcar momentos importantes dentro de cada uma das trajetórias envolvidas. Para o ano de 2019, o grupo segue com o mesmo intuito, promover debates no âmbito das pesquisas que o integram, e promover  formações abertas no campo da EA junto às propostas teórico-metodológicas qualitativas ligadas aos ambientes costeiros.

Escrito por: Ribombo

Ribombo é o nome dado a um novo grupo de pesquisa e estudos criado em 2018 e resulta do envolvimento com investigações, atividades de ensino, extensão e de gestão em políticas públicas em educação ambiental ao longo das últimas duas décadas. Como perspectiva, busca estudar os fundamentos da EA, bem como a educação ambiental articulada ao tema das mudanças ambientais globais, fenômeno que traspassa a experiência civilizatória contemporânea, e a questão dos objetivos do desenvolvimento sustentável. Utiliza o blog como uma das suas estratégias de comunicação e intercâmbio, buscando publicizar a produção acadêmica, disseminar informações e socializar fontes de pesquisa e a produção de material audiovisual.

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